A desinfecção de produtos orgânicos com ozônio é regulamentada pelo MAPA através da Instrução Normativa 18, publicada em 28 de Maio de 2009 e permite de forma clara, o uso em produtos orgânicos, sem qualquer limitação de uso.

A cada dia, cresce no Brasil a procura por alimentos orgânicos que seguem regras de cultivo sustentável na agricultura orgânica ou biológica, livres de adubos químicos, aditivos sintéticos, hormônios e agrotóxicos. Segundo a Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), no primeiro semestre de 2020, mesmo em um ano de pandemia, a venda de produtos orgânicos teve crescimento de mais de 50% no Brasil em comparação ao mesmo período do ano passado. O Brasil também está se consolidando como um grande produtor e exportador destes alimentos.

Um produto considerado “in natura” é aquele 100% orgânico, cultivado de acordo com todas as regras de produção orgânica. Já o produto considerado Orgânico é aquele que contém pelo menos 95% de ingredientes produzidos de modo orgânico.

Apesar de serem isentos de aditivos químicos e agrotóxicos os produtos orgânicos continuam contaminados com microrganismos e o grande desafio é descontaminá-los, visto que os produtos autorizados são bastante limitados uma vez que a ausência de produtos químicos nos alimentos orgânicos é uma das exigências na Legislação Brasileira.

Felizmente o Ministério da Agricultura já regulamentou o ozônio como uma das tecnologias autorizadas para desinfecção de produtos orgânicos no Brasil. A Instrução Normativa 18, publicada em 28 de Maio de 2009 pelo Ministério da Agricultura permite de forma clara, o uso em produtos orgânicos, sem qualquer limitação de uso.

Produtos autorizados em contato com alimentos orgânicos

Desinfecção de produtos orgânicos com ozônio é regulamentada

O uso do ozônio como agente sanitizante em produtos orgânicos tem se expandido nos últimos anos em resposta ao reconhecimento pelo Ministério da Agricultura como desinfetante seguro para permitido em contato com alimentos orgânicosNatural, barato e de fácil aplicação, o ozônio em produtos orgânicos pode ser usado de três formas: “gás ozônio”, “água ozonizada” e “névoa ozonizada”.

  1. gás ozônio: Em aplicações onde necessita de uma desinfecção seca, o uso do gás ozônio apresenta uma excelente solução. Devido a toxidade a aplicação deve ser realizada sempre em ambientes herméticos ou dentro de embalagem final e a eficiência está diretamente relacionada com o uso da dosagem correta e tempo de exposição. A myOZONE possui experiência em auxiliar a montagem do projeto, principalmente no que diz respeito a segurança, calibração e dosagens de ozônio para cada tipo de ambientes e possui equipamentos geradores de ozônio com CLP incorporada onde a aplicação pode ser programada para ser realizada de forma automática fora do horário de trabalho onde as salas limpas estarão livres de pessoas.
  2. água ozonizada: Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a água ozonizada não contém ozônio. É uma solução sanitizante formada por hidroxilas (HO2 e OH) criadas a partir da injeção do ozônio com a água formando uma solução sanitizante que possui excelente poder de desinfecção onde o produto orgânico é lavado com a solução de ozônio.
  3. névoa ozonizada: A “névoa ozonizada” é “água ozonizada” disponível na forma de gotículas produzidas através de um umidificador ultrassônico integrado a um gerador de ozônio. A sua aplicação já é conhecida há vários anos no tratamento médico de infecções em diversos países. Através da tecnologia ultrassônica, a água ozonizada é transformada em gotículas que viram uma espécie de névoa. Daí vem o nome “névoa ozonizada”, ou em inglês “ozone mist”. A tecnologia resume-se em transdutores ultrassônicos que vibram em frequência ultrassónica de 1,3 Mhz a 1,7Mhz que convertem energia elétrica em mecânica. Estes transdutores são formados por diafragmas compostos de metal e cristal. Quando submersos em água os transdutores criam ondas que rompem a tensão superficial, resultando na formação de bilhões de micro gotículas de água criando uma “névoa ultrassônica” na superfície do tanque do equipamento. Após formada a névoa, um gerador de ozônio controlado por processadores eletrônicos garante a produção de uma mistura perfeita: (gás ozônio + névoa ultrassônica) e um ventilador especial garante a saída da névoa ozonizada do equipamento. O resultado é a formação de uma névoa-fria agradável semelhante a uma neblina em um dia frio ou uma nuvem no céu. Como a névoa ultrassônica está no estado líquido disponível em gotículas de água de tamanho de 5-10microns de diâmetro que mantém as gotículas sanitizante suspensas no ar ou lançadas sobre a superfícies onde se deseja fazer a desinfecção. A névoa não molha a superfície e pode ser aplicada em local onde existe a presença de pessoas.

Ao contrário do que todos pensam: a “água ozonizada” assim como a “névoa ozonizada” não contém ozônio. Na verdade é uma solução sanitizante obtida através de uma reação química do contato do gás ozônio com a água. O resultado é a formação de hidroxilas e representadas nas fórmulas moleculares: HO2 e OH. Depois de formada a solução, a mistura: “água + hidroxilas” possui excelente poder de desinfecção.

A água ozonizada já é reconhecida como sanitizante pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e elimina 99,9% dos microrganismos não esporolados transportados pelo ar ou presentes em uma superfície. Está regulamentada pela da Portaria nº 5 de 28/set/2017 que trata da qualidade e potabilidade de água para consumo humano que é o padrão de referência para o uso da água em bebedouros, torneiras para lavar as mãos e chuveiros. Assim, a ANVISA já determina que a água ozonizada pode ser usada e consumida de forma benéfica à saúde humana.

artigo 32 da referida Portaria da ANVISA, parágrafo segundo menciona: “No caso de desinfecção com o uso de ozônio, deve ser observado o produto, concentração e tempo de contato (CT) de 0,16mg.min/L para temperatura média de água igual a 15°C .”

A multifuncionalidade do ozônio tornou-se uma ferramenta essencial para melhoria dos processos de higienização e desinfecção. Isto se deve ao fato do ozônio ser capaz de destruir quantidades impressionantes de esporos, bactérias, vírus, mofo, fungos, bolores, ácaros, insetos, partículas de fumaça, micotoxinas e outros contaminantes e, ao mesmo tempo, oxidar qualquer material orgânico e agrotóxico que encontrar em seu caminho.

A escolha de um profissional experiente para projetar e orientar a instalações de ozônio para produtos são de importância primordial no sucesso e segurança da instalação.

 

Vivaldo Mason Filho Diretor da myOZONE

Vivaldo Mason Filho é Administrador de Empresas e Especialista em Análise de Sistemas pela PUCCAMP, Especialista e Mestre em Engenharia pela USP. Empresário e especialista na implantação de ozônio para indústrias de alimentos. Atuou por 11 anos como Professor nos cursos de graduação e pós-graduação de Administração, Comércio Exterior e Engenharia de Produção. É atual vice-presidente da Associação Brasileira de Ozônio – ABRAOZÔNIO.